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domingo, 17 de junho de 2012

Falsidade verdadeira? Ou verdade falsa?


Querido diário...
Como ser o que somos pode significar algo tão grandioso, se para nós não passa de verdadeira ilusão a face que vamos transpor frente ao espelho da vida? Você pode falar o que quiser: "eu sou sim verdadeiro, sempre fui verdadeiro em relação às pessoas..." Tudo bem, eu entendo isso, mas não estou me referindo a ser verdadeiro com as pessoas, e sim, com o próprio eu. "Mas para eu ser verdadeiro com as pessoas, tenho que ser verdadeiro com meu eu!" Nem sempre...
Muitas vezes, quando somos verdadeiros com as pessoas, apenas "vestimos uma máscara", como se fosse um complemento de suas roupas... Não uma posição nem uma opção da pessoa, apenas uma falsificação de um comportamento qualquer para agradar alguém... Algo muito comum que é um exemplo disso: você andando por um shopping, ou uma avenida comercial, observa uma vitrine repleta das mais variadas roupas, com os mais variados preços, e uma querida peça ao fundo, pequena mas com um enorme poder aquisitivo: a mais cara de todas. Aí você pensa "Credo! Que (bolsa, roupa, sapato) horroroso(a)! Não vale o preço que tem". E a verdade é que você vai esperar aquela peça, seja o que for, entrar em promoção ou queima de estoque e vai lá correndo para comprar e sair com um sorriso lindo e a sacola debaixo do braço.
Primeiro de tudo, você é a única pessoa que, acima de qualquer um, pode se esconder em uma máscara de ferro, e embaralhar suas próprias verdades... Ninguém vai saber a verdade verdadeira se você acreditar que a sua mentira é a verdade. Pode parecer confuso, mas imagine um assassino psicopata, por exemplo. Ele faz com que todas as suas mentiras passem por realidade, por que ele tem a capacidade de modificar sua mentira a tal ponto que até ele se envolver cada vez mais, como uma bola de neve que só vai aumentando... Ele começa a persuadir os outros de uma forma tão bem elaborada, que alguns passam a acreditar em sua própria mentira. Tudo o que ele faz é para algum bem, mesmo que esse "bem" exista apenas em sua cabeça... Ele não mede esforços, vai atrás do que quer pensando apenas nele, em suas próprias escolhas, seus próprios interesses, e se você estiver à sua frente, ele balança os prós e os contras de sua personalidade... Se for bom para ele, o mantém sempre por perto, e só será lembrado quando for conveniente.
Mas por que estou falando sobre isso agora? Bem... Estou percebendo que o mundo está ficando cada vez mais falso, por que de tantas mentiras que já contamos aos outros, tantas omissões fofocas que já fizemos, estamos nos tornando falsos e superficiais. Ninguém mais é capaz de parar e prestar atenção no que o outro está fazendo, estamos olhando apenas para nosso próprio umbigo enquanto nossas pernas se movimentam mecanicamente rumo às nossas covas, às valas da lepra para onde a confiança fora mandada, enxotada por nossas palavras e atitudes cobertas de vergonhosas desculpas.
Preste mais atenção ao que vai falar a uma pessoa e acima e antes de tudo, preste atenção em ser verdadeiro consigo, senão, de nada valerão suas palavras gastas em tempo pouco aproveitado... 

sábado, 12 de maio de 2012

Desabafo... E voltando à ativa

E mais uma vez escrevo em um diário eletrônico... Estão bravos comigo por que em todos os meus blogs demoro para postar algo, e sempre que posto é um pedido de desculpas... Mas, infelizmente não posso dizer que vou melhorar, acertar meus horários, pois é uma coisa quase impossível.
Estou passando apenas para dar uma atualizada... Estive estudando muito para as provas de recuperação (sempre a matemática) e aproveitando uma folguinha, cá estou escrevendo coisas sem sentido... Algo que sou mestre é escrever(merdas) e estou sempre pensando na possibilidade de escrever algo grandioso. Mas nunca consigo fazer algo decente.

Um desabafo

 Não sou uma menina muito comum, tenho preferências diferentes de muitas da minha idade. Não sou louca por jogadores de futebol, homens sarados com os músculos maiores que a inteligência; não fico exibindo meu corpo exageradamente gordo por aí, fujo de brigas, não  gosto de funk, axé e pagode, sou apaixonada por animes e mangás, sou louca por coisas sem noção, e justamente por isso, fico mais sozinha do que queria. 
 Amo internet, mas as escolhas que faço sempre me deixam mais afastada das pessoas. Quando entrei no ensino médio no ano passado, a escola para onde fui me ajudou bastante contra isso, fiz amizades inesquecíveis, criei um relacionamento amigável com muitas pessoas, mas mesmo assim, se eu andar com minhas saias rodadas, minhas blusas bufantes e meus acessórios mirabolantes, quase todo mundo vai me virar as costas e fingir quem nem me conhece... Mas não os culpo, a sociedade os criou assim, e assim se tornaram escravos da própria ignorância. às vezes dói imaginar meus amigos se afastarem de mim por causa do meu estilo, mas se eles se afastam é por que não são verdadeiros. É por isso que não arrumo um namorado. Aqui, quase ninguém aceita o que sou, alguns respeitam, outros, não. A maioria das pessoas que acham bonito, são crianças e pessoas mais velhas. 
 É legal ver o susto que as pessoas, geralmente meninas do tipo "sou rica e mimada, então me venerem!", levam comigo. Elas me olham com uma cara de nojo tão peçonhenta que se olhassem no espelho passariam mal o resto da semana! Eu não ligo de ser diferente, tenho estilos diferentes desde meus dez, onze anos, então não reclamo de ser insultada ou humilhada, afinal quem humilha é mais humilhado que a própria vítima.
 Não pense mal de mim, sou apenas uma garota que vive sozinha em sua bolha lolita. Como falei, tenho amizades, aceitam meu estilo numa boa, mas lolita penso que somente eu. Aqui, sou conhecida como louca, mas na internet, sou apenas a Kamii ou a Panda, dependendo do site, uma garota de quinze anos que apenas quer mostrar a sua verdadeira face. Fora do meu mundo, sou uma destruidora de vidas sociáveis, com medo de crescer,e na internet, sou apenas alguém que quer ser mais amigável. Na vida fora do meu mundo (escola) sou fechada e não gosto de andar com meninas, no meu mundo, sou alguém esperando a oportunidade certa para agir. 
 Será que é tão difícil assim tentar não apontar o dedo e estereotipar alguém como antissocial, rude, amarga, louca e o mundo de palavras antes de conhecê-lo(a) de verdade? Será que não se pode parar um pouco e pensar no que  estamos fazendo com a vida dela? Por que se você mora no interior, sabe do que estou falando, alguns chegam a ser maldosos! Não são todos, mas muitos fazem isso por inveja de nossa coragem e nossa capacidade. 

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Quebrando tabus

Não faz muito tempo ouvi assuntos que já presencio a anos, desde quando comecei com visuais e estilos diferentes: "Não uso o estilo que gosto por que todos vão rir de mim" ou "acho muito interessante o estilo, mas não me enquadro no perfil dele" ou ainda "não posso usar isso, meus pais vão me colocar para fora de casa"... Já pode parar! Primeiro, se você acha que todos vão rir de você é por que se importa em ser igual a todo mundo. Se você tem um estilo, um gosto diferente, com certeza sabe que mesmo nos escondendo de olhares maldosos, seremos sempre observados pelos fofoqueiros de plantão, afinal fofoca é o  que infelizmente move essa sociedade.
Agora, analisando em partes:
• Quanto ao primeiro caso, o que posso dizer é: curta sua vida sem ligar para o que os outros dizem. Se você realmente tem vontade de se vestir de forma diferente, faça um teste; experimente combinar o seu estilo favorito de um jeito mais discreto e com coisas improváveis...  Desde criança tenho influências em casa para o rock internacional e o pop antigo. Com onze anos virei do avesso, comecei a me vestir como uma roqueira mirim,com doze me apresentaram as bandas japonesas, com treze passei a ouvir além de bandas japonesas, Lacrimosa, Marilyn Manson e Evanescence. Minha mãe nunca reclamou muito de eu ser assim, pelo contrário, ela falava que preferia ver sua filha ouvindo músicas pesadas que Funk.(uma dica: tenho muito quadril e muita coxa, minha mãe sempre teve medo que eu ficasse expondo muito por aí,rs)  Quando chegou o ano passado, conheci o estilo Lolita e desde então estabilizei um pouco. Aí você se pergunta: Panda, o que isso tem a ver? Elementar. Todos sabemos que existem alguns lugares em que não podemos nos vestir de acordo com nosso estilo por algum motivo, mas você quer se sentir parte do seu mundinho social que só aparece quando usa suas roupas e acessórios? Então pegue uma blusa ou mesmo seus acessórios mais básicos e combine com seu uniforme de trabalho ou de escola. E esse também é um bom começo para quem sente "vergonha" ou medo do que os outros irão falar. E lembre-se, mesmo se alguém debochar, mostre a eles que é superior e forte o bastante para ignorar uma inveja. Não vale a pena deixar de viver sua vida segundo suas vontades por causa das más línguas de pessoas ignorantes que não aceitam alguém diferente.
• Quanto ao segundo caso: não é que você não se enquadra no perfil do estilo, por que não é algo convencionado que todo mundo dentro do mesmo tenha que ser igual, afinal, se fizermos isso, vamos ser como as outras pessoas, com uma cultura em comum, com pensamento e modo de vida iguais. Ou seja, eles em nossa concepção é que serão 'diferentes' e não quem realmente se sente diferente e gosta disso. Não é você que tem que servir na roupa, é ela que veste você, você escolhe o que vai usar, e não a roupa que te escolhe. Afinal, estilo cada um tem um, alguns são parecidos, porém é a liberdade de escolha que faz a diferença.
• E quanto ao terceiro caso: é o mais fácil e ao mesmo tempo um pouco complicado. Porém, com uma boa conversa e mostrando aos seus pais exatamente o que é, como e quanto custa, mesmo que não aceitem, eles acabam acostumando com a ideia, só vai partir da sua parte ter um pouco mais de paciência e economizar mais para comprar com suas próprias mãos o que precisar. Quem sabe assim, eles vendo que você vai ter a responsabilidade para fazer algo mais sério?
Bom, então é isso, vou ficando por aqui, e olha, consegui ter força de vontade para escrever tão rápido assim! É uma ótima notícia! 

terça-feira, 1 de maio de 2012

Querido diário...


Olá a todos, meu nome é Camila, mas pode me chamar de Panda ou Kamiih... Ainda sou estudante do ensino médio, estou no segundo ano, e sou iniciante no estilo Lolita. Moro em uma cidade de porte médio do interior de Minas Gerais, e apesar de seus noventa e seis mil habitantes aproximadamente, só ouvi falar de uma menina que estava pesquisando sobre a moda, e mesmo assim, nunca mais a vi... Tenho alguns poucos amigos(quase todos rapazes, não sou muito sociável com as meninas daqui) que também apreciam a cultura japonesa, mas mesmo assim, me sinto sozinha nessa bolha que acabou virando meu mundo... 
E é por isso que estou aqui, por isso que criei esse blog, para tentar esclarecer algumas coisas, narrar o dia a dia de alguém sozinho em seu mundo multicor no meio de multidão padronizada. E apesar do blog se chamar "Diário de uma lolita solitária", não me sinto mal quando uso minhas roupas, sinto que a minha realidade sobre a vida é diferente, e não depressiva ou estressada... E aqui vou dar algumas dicas de como não se repreender pelas más-línguas de quem não sabe e não tem a coragem de aceitar algo diferente, além de alguns poemas e crônicas de minha autoria... 
E então, fico por aqui por hoje, e mantenho contato através desse blog... 
Bye-bye.